segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Desesperadamente...


Desesperadamente...


Meu corpo se encontra aqui
Mas minha alma vaga
Procurando ansiosamente de onde parti
E para longe, é levada ao vento
Sublimemente me deixo ir
Por entre as ondas de Sorrento
Chego a poder lhe ver de longe
Posso chegar a te sentir...
E ando pelas ruas onde já andei
Toco lugares onde já toquei 
E respiro aquela cidade
onde já amei...

O ar parece te possuir... respiro você
E toda aquela mágica e euforia
Me deixa extasiada 
me envolvendo, me encantando de tanta alegria 
Mas como uma foice
a vida vem e me ceifa
me trazendo de volta à realidade
Onde não te encontro, onde não te vejo
Em minha triste melancolia assim então
Longe do que mais almejo
Mas nada poderá impedir
minha alma de ser livre
E quando o vento vir, vai me levar
Para algum lugar onde eu possa te encontrar
Que espero ansiosamente
E para sempre irá me esperar
Por toda a eternidade...
DESESPERADAMENTE...       

domingo, 18 de novembro de 2012

Deixe me voar!


Não corte minhas asas
Deixe me sentir o ar puro
E o vento fazendo as árvores bailarem
Num lindo balé sereno e sutil
Baile com elas e deixe me bailar!
Permita me voar
Por entre o céu azul
com um sol meio tímido
E o vento fresco
banhando todo o corpo
refrescando meu espirito
purificando minha mente
Não me feche as janelas
Nem as portas por alvoroço
Não sugue minha inspiração
Não me torne o que não sou
apenas dei me a sua mão
Deixe eu te mostrar
a beleza de um coração
Voe comigo para o infinito
          Por onde houver emoção...        

Sem você




Lágrimas queimam nos meus olhos
Parecendo lava de um vulcão
Percorrem seu curto caminho sempre certo
mesmo no meio de toda escuridão...
Onde estará meu salvador?
Que habita sempre todas as histórias de amor
Porque deixou me neste mundo
sozinha e sem rumo...
Por onde vagueia meu caçador?
Que roubou minha emoção
E tudo está tão frio e sem amor
De tanto as palavras não me visitam
nem elas me fizeram compania nesta noite aflita
Se juntaram às estrelas
Se espalharam no infinito
Por onde anda meu amor?
Levando meu coração consigo
Deixando aqui grande vazio
onde só habita dor...


Silênciosa dor


Dor... que atina no peito
Pelo mundo e por todas as coisas que se perderam
Tão silênciosa e tão destrutiva
Latente...
Compassada com as batidas do meu coração, ecoa...
Escura dor... 
E vai me apagando tudo por dentro,
Todos os sonhos, todos os planos
Tão eminente...
E tudo se cala, para a dor que exala
se infiltrando por todos os cantos
como uma suave fria brisa
calma e triste...
E o mundo chora
Mas ninguém vê
Quase ninguém sente...

Filho Meu...


 


Filho meu 
Estou aqui, não me enxergas?
Eu olho para ti, mas tu não me vê...
Falo contigo,mas tu não me escuta...
Por ti dei todo o meu amor
E zelei por toda sua vida
Durante o dia e à noite
Mesmo enquanto você dorme
Protejo seu sono...
Desejo tanto curar sua dor!

Filho meu
Quando choras, recolho sua lágrimas
E sinto sua dor, choro contigo
Lhe mando o sol para alegrar
E te lembrar que sempre vai haver uma nova chance
Mando minha palavra para te consolar
Mas porque não me ouve?

Filho meu
Porque não vê que
estou ao teu lado a todo momento?
Pois só te quero bem
E lhe mando tantos sinais
Só para te chamar a atenção
simples às vezes, 
mas sei que vão lhe agradar, 
vão fazer seu dia melhor,
Mas nem sequer percebe me...

Filho meu
Porque não mereço te
nem um pouco de atenção?
Que tão mal lhe fiz?
Lhe dei minha própria vida
Só para sua salvação...

Filho meu
Quero que saiba
Que se quiser
Ouvir meu consolo
Sentir meu amor
Estarei ao seu lado
Como um pai bondoso
Pois nunca, meu filho
Ei de te abandonar
Mesmo que não me escute
Mesmo que não me veja
Eu nunca deixarei de  
Te amar!