quinta-feira, 25 de julho de 2013

Gramas verdes...



Durante a alta madrugada
Meus pés caminham pelo asfalto
Caminham até chegar na grama fresca
Úmida do orvalho
Apenas a lua ilumina meus passos
Enquanto vou subindo por entre os eucaliptos
Tão altos que quase podem tocar o céu
Enquanto meus pés tocam o chão
a neblina vai se afastando lentamente
E me rodeia
Mas o calor, o calor do meu corpo
não a deixa chegar mais perto...

E quando eu chego no seu ponto mais alto
Posso ver...
Lá ao longe, por trás das serras azuis
Os primeiros raios de sol
Sento me no vasto gramado
Enquanto vejo ele penetrar as árvores
vejo ele penetrar toda a escuridão
Invade meus olhos que transcendem sua luz
E a névoa que estava ao redor do meu corpo
Vai flutuando suavemente...
Subindo e se tornando uma nuvem branquinha
E para longe de mim...

A brisa gelada banha meu rosto
Enquanto observo 
Tudo se transformar
Quase em um balé
os pássaros começam a voar
Cantando a alegre musica do seu bailar
as folhas desprendem dos eucaliptos
e vão sendo levadas pelo vento
Exalando a suave fragância
Como se enfeitasse todo aquele espetáculo
Como se fosse um lugar mágico
Na grama verde
Me ponho a deitar
Sentindo tudo aquilo em toda sua plenitude
Poderia permanecer ali para sempre
Minha alma está em paz